sábado, 30 de março de 2013

Um mendigo (30/03/13)


"Eu era, entre vós, um pobre mendigo, esquecido pela sociedade e pelas pessoas. Quando me vinha a fome, me agarrava aos meus joelhos e apena pedia que o nosso senhor me ajudasse.
Eu não era alfabetizado nem tinha sido evangelizado, mas trazia, na minha consciência, a certeza da existência do amor divino, que a ninguém abandona.
Até meus 17 anos, eu nunca tinha tido a oportunidade de dormir sob um teto. Após esta idade, vivi às custas de meus serviços como entregador de mercadorias em uma lojinha da cidade. Eu nunca tive ninguém para me enxugar o suor da febre e nem podia contar com o afago materno. Logo que nasci, abandonaram-me ao relento.
Tudo isso aconteceu conforme prévios planejamentos, antes de meu nascimento.
Vivi, fui experimentado pela dor, miséria e não falhei a prova a que fui submetido.
E agora, quanta luz posso ver… Como vejo que com esta experiência pude ser vitorioso. Eu acreditei desde o princípio que Deus tinha algo muito belo para mim. E como me fez bem não titubear nesses pensamentos. Quanta consolação recebi eu através de sonhos, ou de estranhos que me falavam do amor inesperadamente cá e lá.
Deus esteve sempre comigo. Viveu em mim. Eu o senti.
Jamais se julgue em amarguras, pois Deus também vive em ti. Deus não quer que soframos.
Ele quer que aprendamos a ser menos egoístas e que mostremos isso aos quatro ventos, para que possa alcançar todos os corações.
Joga uma folha de papel ao escritor, e ele te devolverá uma poesia. Esta poesia pode pouco importar do ponto de vista dele, porém pode levar à reflexão uma pessoa que daquelas palavras se faça sedenta. Seja o escritor, e o faça pelo amor e pela fraternidade que deve reinar entre vocês.
Que o Deus vivo esteja sempre entre vós."
Com amor,
Um espírito amigo
30.03.13