Bem, pessoal.
Hoje, aconteceu algo muito interessante. Peguei meu papel e caneta, de mente mais vazia que de costume, e esperei.
Eis que quase que imediatamente as seguintes linhas são escritas:
"Eu contarei hoje um conto que ouvi quando era apenas um espírito perdido no cosmo.
Havia uma moça que vendia seus produtos na feira. Certo dia, ela se
deparou cum uma verdadeira cena. Um rapaz sendo violentado por guardas.
Chamavam-o ladrão.
Este rapaz foi levado e castigado severamente. No outro dia, ela viu este rapaz passar por sua tenda e perguntou-o
- Que fizeste?
- Nada de ruim.
- Por que apanhaste, então?
- Por ser acusado de roubo.
- Como posso saber se és inocente neste caso?
- Pois eu sei quem é o culpado pelo furto.
- Sim, se sabes, por que apanhaste?
- Não contei.
- Por que?
- Por que quem roubou foi um garoto que mora noutro beco, além daqui. Achei que ele passava fome e precisava de algo para comer.
- E tu que levaste a culpa? Eu teria contado, isso me salvaria.
- Aquele garoto me procurou hoje de manhã, e veio me agradecer por
não tê-lo entregue, e disse que roubava para cuidar de sua pequena irmã,
que agonizava em febre ontem à noite. Ela já melhorou um tanto. Se ele
não tivesse cuidado dela esta noite, estaria em grave situação, talvez
morta. Ele me disse que se entregaria hoje, que sua irmã encontrava-se
melhor. Eu o contei para ficar calado, para cuidar de sua irmã, e nunca
mais fazer isso novamente. Ele chorou, agradeceu e saiu. Não fará mais
nenhum mal.
- Sim, não sabias disso tudo, mas ainda assim o livraste.
- Ajuda primeiro, irmã, pergunta depois."
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