"Há um século atrás, em uma praia, localizada na Europa, um jovem cortava lenha para a fogueira de sua casa.
A sua casa, não longe dali, era um recanto muito simples, e muito modesto. Morava com sua avó. Perdera os pais em conflitos e cedo aprendeu o que era o peso da responsavilidade.
Em rigoroso inverno, perde a sua avó. Estava, então, por conta própria. Nesta situação, ergue as mãos ao alto, e meio que sem entender o por que de fazer o que fazia, pediu.
Este pedido, que somente Deus havia presenciado, era, então, um gesto de fé, com o coração aberto às graças concedidas àqueles que oram com sinceridade.
E, neste momento, o inesperado ocorreu. Surgem, frente a seus olhos, os amados pais, acompanhados pela avó. Eles o acalentam e o consolam. Em conversa, o orientam a procurar o padeiro da rua em que morava.
Ele enxugou suas lágrimas, arrumou-se como pôde, e se pôs a caminhar rumo à dita padaria. Lá chegando, encontra senhor de triste semblante, olhando para o seu produto, incrédulo do que faria para garantir o sustento. Precisava de ajuda, não seria capaz de entregar as encomendas sozinho.
Oferece, então, ao garoto, duas moedas se ele o ajudasse com as entregas do dia. Alimentaria-o, ainda, ao final do dia.
Sem pestanejar, o menino pôs-se a entregar os pães nos referidos endereços. De porta em porta, deu conta de todas as entregas.
Findo o dia, em conversa com o seu patrão, pergunta-lhe:
-Quem fazia as entregas antes?
O padeiro responde:
-Eu sempre as fiz. Porém, há uns dias não posso mais carregar pesos ou me locomover por longos caminhos. Estes pés já andaram demais. Sorte a minha ter te encontrado hoje. E tu, moleque, que fazias hoje?
- Eu apenas pedia a Deus um trabalho e um pouco de comida. Sem este serviço de hoje, estaria faminto, sozinho, mais um dia.
- Mas ora, não tens quem te cuide? Pergunta o padeiro, curioso.
- Meus pais me foram retirados quando novo. Minha avó, estes dias, foi para o descanso eterno. Fiquei só.
O padeiro pensou, pensou.
- Olha, garoto. Se desejares, vem amanhã, mais cedo. Te alimento duas vezes, e te dou o pagamento.
Era o que o garoto precisava ouvir. Foi-se, correndo para casa.
Este garoto cresceu, tornou-se sócio deste padeiro. Juntos, cresceram. Não comercialmente, pois a padaria sempre foi modesta e pequena, mas como irmãos.
Desta forma, pai e filho reencontravam-se após dolorosa existência em que só a distância e apatia tinham lugar. Desta forma, cumpriu-se a palavra divina, que determinou que aquele pai educaria aquele filho.
Deus é muito paciente, e não dá passos sem rumo certo.
Quando tudo parecer perdido, faz como este garoto. Levanta as mãos e ora. Quem sabe um amoroso amigo não te aguarda numa padaria na tua esquina?
Abraços fraternos
E."
20/11/2012
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