quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A preguiça do abastado (12/12/12)


"Se não fores vigilante, serás deixado para trás por teus propósitos, e não poderás colher os frutos da colheita feita em solo tão fértil. Aproveita a oportunidade que tens e procura o trabalho pelo amor, não pela necessidade dolorosa. Podes hoje escolher onde imprimir teus esforços, e mesmo assim, ficas de braços cruzados. E se teu suor te fosse necessário para garantir o mínimo do teu sustento, teus atos seriam estes? Tua lógica deverá, então, impelir-te a realizar o que te é possível antes que a vida venha, com os seus pesos, apoiados sobre um prato da balança, cobrar-te o ouro necessário para o outro prato da balança.

A preguiça, este comprometedor vício presente no ser humano, não será expurgada senão em uma destas duas condições:
Pela constante persistência em ser útil e não desperdiçar o precioso tempo que tem neste corpo; ou através das chagas, a fome, o medo de não ter o que comer no dia de amanhã.
Abençoa o Deus, que em sua bondade, te dá a chance de procurar o trabalho como um complemento às tuas necessidades de crescimento, e que em sua benevolência, te deu a chance de descansar enquanto não estais pronto para servir com todas as tuas energias.
Um dia estas facilidades te serão cobradas, e então o grande juiz te dirá:
- Tiveste tempo, dinheiro e oportunidade. Que foi feito de tua vida?
Se, sem o mérito de uma vida laboriosa, disseres: "-Nada, pois não procurei o trabalho", tu voltarás, e recomeçarás, mais de baixo, para assim dar o devido valor a isto que tens hoje: Tempo, dinheiro e oportunidade. De um só golpe, verás teu passado sendo retirado de ti, verás onde foste devagar demais, e nova chance deste tipo será dada a outro, mais merecedor.
Se não desejas, porém, terminar teus dias procurando, através das lacunas do passado, algo para mostrar como obra desta vida, repensa teus atos e oportunidades.
Começa, a cada dia, um novo caminho rumo ao melhoramento e jamais se dê por satisfeito. Procure sempre ser útil, fazendo assim por merecer a vida que tem.
Quem sabe, ao final de teus dias, não quitaste a cêntupla parte da tua dívida com o criador, que justo e benevolente, nada te cobrou até então?"

12.12.12
E.

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